FUNDAFFEMG - Fundação AFFEMG de Assistência e Saúde

Promoção da saúde com o SEMPRE

No dia 27 de outubro, em Belo Horizonte e Juiz de Fora, 327 beneficiários, entre pais e filhos, participaram de mais um evento do Programa Educando para a Saúde, iniciativa do Serviço de Medicina Preventiva (SEMPRE-FUNDAFFEMG). Por meio de atividades lúdicas, os participantes tiveram acesso a informações para manter sua saúde em dia, que destacaram a importância de ter uma alimentação balanceada e praticar atividades físicas. O projeto é uma das frentes de atuação do SEMPRE, que possui diversas outras iniciativas de promoção da saúde. 

Faça sua parte na luta contra o sarampo

Nos últimos meses, o Brasil tem registrado um número cada vez maior de casos de uma doença até então erradicada no país, o sarampo. Segundo o Ministério da Saúde, até dezembro de 2018 foram registrados mais de 10 mil casos, principalmente nos Estados do Amazonas e Roraima. O dado preocupa tanto porque já houve registros dos primeiros casos no Sudeste quanto porque o sarampo é altamente contagioso e pode ser perigoso à saúde: transmitido pela tosse, espirro, fala ou respiração, pode causar complicações, principalmente em gestantes, bebês e pessoas desnutridas. 

Volta às aulas com saúde

Tudo preparado para a volta às aulas, em fevereiro? Se você acredita que é necessário se preocupar apenas com a matrícula e os materiais escolares e uniformes, saiba que é possível fazer mais. Os pais têm papel crucial na adaptação de seus filhos para o retorno à rotina, por meio da adoção de medidas simples. 

Diagnóstico precoce é a melhor arma contra o câncer de próstata

O câncer de próstata é uma doença silenciosa e, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), há estimativa de 68.220 novos casos registrados no Brasil em 2018. É o tipo de câncer mais incidente nos homens, após o câncer de pele não melanoma, em todas as regiões do país. O desafio no combate à doença é garantir que o homem descubra o problema precocemente, o que aumenta as chances de cura, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Em entrevista, o urologista Dr. Lucas Nogueira, que atende no Centro de Promoção da Saúde (CPS) de Belo Horizonte, fala sobre a doença e repassa algumas orientações aos beneficiários. 

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Combate e Prevenção da Hanseníase


No último domingo de janeiro, comemora-se o Dia Mundial de Combate à Hanseníase e o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, conscientizando a todos sobre os sintomas, os perigos e a importância do diagnóstico precoce da doença. Antigamente, quando os aspectos da enfermidade ainda eram pouco conhecidos, os portadores da hanseníase eram associados a impurezas, sendo excluídos do convívio social. Por isso, a data também ajuda a evitar que mais pacientes sejam vítimas do preconceito.

A hanseníase é uma infecção bacteriana contagiosa, comumente conhecida como lepra, causada pela Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen. Ela é caracterizada por lesionar os nervos periféricos e diminuir a sensibilidade da pele na área afetada. Se não for descoberta cedo, pode trazer complicações, como deformidades e incapacidades físicas.
A transmissão da Mycobacterium leprae é feita por via respiratória, por gotículas de saliva ou secreções do nariz, ou seja, o contato com a pele do paciente não transmite a doença. Em seguida, o parasita se instala em nervos periféricos, e os sintomas aparecem entre seis meses e cinco anos. Em casos mais brandos da hanseníase, o próprio corpo consegue eliminar a bactéria, que não se espalha. Porém, alguns portadores apresentam imunidade reduzida ou inexistente a ela, possibilitando a multiplicação do parasita e a sua transmissão a outras pessoas.
Os casos atuais de hanseníase estão muito ligados a condições precárias de higiene em regiões carentes ou ao contato prolongado e/ou íntimo com um portador que não tenha feito o tratamento quimioterápico. Isso acontece porque os ambientes quentes, úmidos e sujos são ideais para a sobrevivência da bactéria. Sobre a incidência da doença, a maioria das ocorrências é registrada em homens, e, como demora a aparecer algum sintoma, os relatos em adultos são mais frequentes que em crianças.
Por atingir nervos e pele, a hanseníase pode ter manifestações neurológicas ou dermatológicas. No primeiro caso, os sintomas podem ser: dormência, perda de tônus muscular e retração dos dedos, podendo desenvolver incapacidades físicas, se não houver tratamento. Já as manifestações na pele são: manchas claras, vermelhas ou escuras, com limites imprecisos e pouco visíveis, aliadas à alteração da sensibilidade, queda de pelos e ausência de transpiração na área afetada. Outro sintoma, presente nas fases agudas da doença, é o aparecimento de caroços em partes frias do corpo, como pés, mãos, orelhas e cotovelos.
Para diagnosticar a doença, o médico realiza exames de sensibilidade, durante a consulta, além da biópsia da ferida, para analisar a presença da bactéria. Como recomendação da Organização Mundial da Saúde, o tratamento da hanseníase é feito com a poliquimioterapia, que consiste no uso de antibióticos oferecidos gratuitamente em todo o mundo. Esses medicamentos são capazes de inibir a evolução da doença até que o parasita seja completamente eliminado do corpo.
Dentro de quatro dias após o início do tratamento, a hanseníase não é transmitida para outras pessoas. Se o paciente seguir corretamente as indicações médicas, conseguirá curar a doença e prevenir incapacidades e deformidades. Geralmente, o tratamento varia entre seis meses e um ano e meio, dependendo da gravidade. Vale lembrar que a medicação não é indicada durante a gravidez.
A hanseníase pode ser prevenida com a vacina BCG, obrigatória em crianças entre 0 e 4 anos. Além disso, manter bons hábitos alimentares e de higiene e praticar exercícios físicos são importantes para reforçar o sistema imunológico para que ele combata a bactéria, caso haja contato com ela.

Informações retiradas dos sites sbd.org.br e minutosaudavel.com.br
 

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