FUNDAFFEMG - Fundação AFFEMG de Assistência e Saúde

Quando o excesso se torna um transtorno

Em que ponto comprar demais, comer muito ou jogar videogame em excesso pode se tornar um problema? Todo cuidado é pouco quando se trata de prevenir um comportamento que pode trazer graves prejuízos à saúde: a compulsão.

Cuidado com o peso das mochilas escolares

A cada ano que passa, aumenta o peso que crianças e adolescentes carregam, literalmente. À medida que as disciplinas escolares se diversificam, cresce a quantidade de objetos na mochila, assim como as responsabilidades. Cadernos, livros, lanche e outros materiais escolares, que devem ser levados todos os dias, acabam por representar um risco à saúde dos estudantes. O motivo? A carga que ombros, braços e costas precisam suportar.

Preparação para a chegada do bebê

Em junho de 2019, a vida da assistente social Karina Siqueira mudou completamente. O motivo da transformação tem um nome: Bernardo. O recém-nascido chegou ao mundo de forma planejada e com muita saúde. Para a mãe de primeira viagem, foi importante ter o apoio familiar e médico durante a gravidez, que lhe deu segurança e tranquilidade. “Foi fundamental contar com a assistência da FUNDAFFEMG durante todo o pré-natal”, diz.

O caráter solidário da FUNDAFFEMG

A FUNDAFFEMG é um plano de autogestão, pois está vinculado a uma categoria profissional e não possui fins lucrativos. Isso leva a um modo de funcionar específico, em que se destaca a solidariedade: os beneficiários compartilham entre si os custos provenientes do atendimento médico-hospitalar do grupo, em um sistema de mútua ajuda, o de rateio, conforme definido em regulamento próprio.

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A luta das mulheres está só começando

 


Ser mulher ainda é um desa­fio no Brasil e no mundo. É por isso que a data dedicada a elas, o Dia da Mulher (8 de março), tem se tornado um momento para comemorar avanços, mas também para colocar em pauta os desafios relacionados ao gênero.

A psicóloga Cristina Castilho acredita que a data é uma oportunidade para realçar o papel da população feminina e sua contribuição nos campos político, econômico e ético. “Apesar de todo o avanço, é inegável o passado patriarcal, que coloca o homem em papel privilegiado. Isso impacta em muitos comportamentos machistas, que se expressam nas desigualdades salariais, na pouca representatividade política e nas formas deploráveis de violência e agressão”, comenta.

Se você não concorda com essa a­firmação, ­ fique atento a estes dados: de acordo com o Instituto Brasileiro de Geogra­fia e Estatística (IBGE), em 2016 as mulheres ainda recebiam salários inferiores aos dos homens, apesar de estudarem e trabalharem mais do que eles. Quando somado o tempo de trabalho em casa e fora dela, semanalmente, elas dedicaram três horas a mais à realização de tarefas, mas ganharam, em média, 76,5% da remuneração dos homens. Cargos gerenciais, por sua vez, continuam a ser privilégio dos homens – apenas 39,1% deles eram ocupados por mulheres naquele ano.

Por outro lado, ainda de acordo com o IBGE, em 2016 as mulheres dedicaram, em média, 18 horas semanais a cuidados pessoais e afazeres domésticos – 73% a mais que os homens.  Com tantas tarefas extras, elas acabam optando por vagas de jornada parcial.

É por isso que, entre as ocupações com carga horária de até 30 horas semanais, a proporção de mulheres é duas vezes maior que a de homens. O resultado pode ser o seguinte: menos tempo para o crescimento profissional e um risco ainda maior de aumento das diferenças entre gêneros.

 

Vários tipos de violência

Quando o assunto é assédio e violência, o cenário é ainda mais alarmante. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o país registrou, em 2017, mais de 220 mil casos de violência doméstica (lesão corporal dolosa) contra a mulher – uma média de 606 por dia. Foram 60 mil casos de estupro e 1.133 registros de feminicídio (nome dado ao crime de ódio baseado no gênero).

De janeiro a julho de 2018, a Central de Atendimento à Mulher (disque 180) também registrou quase 80 mil relatos de brasileiras, que alegaram ter sofrido violência física, sexual, psicológica, moral e obstétrica, além de outras tipificações. “Os riscos à integridade da mulher são grandes e decorrem, na maioria das vezes, das relações afetivas e familiares”, avalia o delegado da Polícia Federal José Otávio Cançado Monteiro.

Para ele, um avanço importante no país é a definição de todos os tipos de violência doméstica e familiar no texto da Lei Maria da Penha, dentre elas a violência psicológica. “É o tipo que possui o maior número de registros, sendo resultante da ação ou omissão do agressor que se destina a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões da mulher por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou outra conduta que afete sua saúde psicológica, autodeterminação ou desenvolvimento pessoal”, explica o delegado.

 

Como agir em caso de abuso?

Para não ser vítima de atitudes como essa, a mulher deve estar atenta a sinais que podem indicar que ela está se relacionando com um potencial agressor. A dica é evitar o envolvimento com pessoas que se mostrem controladoras, hipersensíveis, que tenham histórico de abuso ou crueldade com animais e crianças e que gerem expectativas pouco realistas sobre o relacionamento.

“Também é importante procurar ajuda no primeiro sinal de violência, acabando com os mitos de que ‘roupa suja se lava em casa’ e de que ‘em briga de marido e mulher não se mete a colher’”, alerta o delegado José Otávio. A denúncia pode ser feita pela própria vítima ou por familiares, vizinhos, amigos ou qualquer pessoa que identi­fica risco iminente ou situação de violência.

Caso o abuso tenha efetivamente acontecido, a mulher deve procurar atendimento médico ou psicológico e realizar a denúncia, seja indo até uma delegacia ou ligando para os números 190 ou 180. Se a situação for contínua, ela também pode solicitar apoio às delegacias especializadas, Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs), Casas Abrigo, Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) ou Centros de Referência Especializada em Assistência Social (CREAS). “A mulher também deve conversar sobre sua situação com pessoas em quem confie e planejar com elas um esquema de proteção”, ­finaliza o delegado.

 

Faça sua parte em favor da igualdade de gênero

• Em casa, divida igualmente o trabalho doméstico e o cuidado com os ­filhos. Se você é mulher, liste todas as responsabilidades que tem no dia a dia e sugira uma divisão justa. Caso seja homem, esteja aberto à mudança e coloque o assunto em pauta.

• Caso conheça algum caso de abuso doméstico, ofereça apoio à vítima. Escute o que ela tem a dizer, sem julgamentos, e oriente-a a procurar por apoio médico ou policial.

• Não faça comentários que ridicularizem, humilhem, depreciem ou culpem as mulheres. Também não se cale ao ouvir piadas desse tipo e converse com amigos sobre a importância de se combater o machismo até mesmo em pequenas atitudes.

• Ao votar, priorize candidatas mulheres. Avalie suas propostas e escolha aquelas alinhadas com seu modo de viver e pensar, para que elas possam ter a oportunidade de ser ouvidas e consideradas nas instâncias de poder.

• Não julgue as mulheres ou faça suposições. Saiba que todas as pessoas reproduzem, diariamente, diversos preconceitos e que um passo importante é reconhecer esse fato e problematizar cada pressuposição feita. Tente ouvir cada lado da história e não parta do princípio de que a mulher tem alguma culpa pelo abuso que ela sofreu.

Fonte: Instituto Alana (portal Believe Earth)

 

Quer conversar mais?

Para comemorar o Dia da Mulher, a FUNDAFFEMG preparou uma edição especial do Vamos falar sobre isso – iniciativa voltada para a discussão dos desafios que a população feminina tem enfrentado na atualidade. A palestra contará com a participação da psicóloga Cristina Castilho e do delegado da Polícia Federal José Otávio Cançado Monteiro. Participe! A conversa será realizada em 26 de março, às 19h15, na sede da FUNDAFFEMG em Belo Horizonte.

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