FUNDAFFEMG - Fundação AFFEMG de Assistência e Saúde

Plantão FUNDAFFEMG | Recesso de carnaval 2020

Informamos que, em razão do recesso de carnaval, não haverá expediente nos dias 24, 25 e no período da manhã do dia 26/02/2020.

A FUNDAFFEMG retoma seu funcionamento normal no dia 26/02 às 13h.
Durante esse período, em casos de urgência e emergência você pode entrar em contato com a FUNDAFFEMG ligando para os telefones do nosso plantão de atendimento:  (31) 99142-6549 ou (31) 99142-1190.

Caso tenha exames ou procedimentos agendados para alguma dessas datas, realize o processo de autorização com antecedência.

Infecção por Coronavírus

O Coronavírus (Corona viridae) é conhecido desde a década de 1960. Existem 4 gêneros do vírus e, destes, Alfa e Beta são os mais importantes e responsáveis pela contaminação do ser humano. O hospedeiro mais conhecido é o morcego.

Corpo ativo em 2020

Quando o ano começa, é comum muitas pessoas prometerem a si mesmas que vão praticar mais atividades físicas. O sentimento de ter exagerado nas festas e nas férias de janeiro mostra que é hora de deixar o sedentarismo de lado.

Saiba como aproveitar o Carnaval com bem-estar

A cada ano, a impressão de quem vive em Belo Horizonte é de que o Carnaval inicia mais cedo. A festa popular tem se fortalecido ao longo dos anos na capital mineira, com o crescimento dos blocos de rua. Só em 2019, por exemplo, o evento atraiu 4,3 milhões de pessoas, segundo a Prefeitura.

..

Alcoolismo: é preciso ajudar quem sofre dessa doença


Em novembro, inicia-se o período de festas de fim de ano, com muitas celebrações. São momentos para confraternizar, em que são servidas comidas especiais e, também, bebidas. E isso abre oportunidade para uma advertência: até que ponto o consumo de álcool pode ser considerado “social”? Quando ele se torna um problema? Para ter mais informações sobre o tema, con­fira a entrevista com o Dr. Arthur Guerra, psiquiatra e presidente do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA).

Quais os sintomas do alcoolismo?

A dependência de álcool é uma doença crônica definida pela 10ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS), como um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e ­fisiológicos que se desenvolvem após o uso repetido de álcool, tipicamente associado aos seguintes sintomas: forte desejo de beber, di­ficuldade de controlar o consumo (não conseguir parar de beber depois de ter começado), uso continuado apesar das consequências negativas, maior prioridade dada ao uso da substância em detrimento de outras atividades e obrigações, aumento da tolerância (necessidade de doses maiores para atingir o mesmo efeito ou efeito cada vez menor com uma mesma dose da substância) e, por vezes, um estado de abstinência física (sintomas como sudorese, tremores e ansiedade quando a pessoa está sem o álcool).

 

Quais suas consequências?

O alcoolismo implica no aumento do risco de várias complicações de saúde, como doenças do fígado, problemas gastrointestinais, pancreatite, neuropatias periféricas, problemas cardiovasculares, prejuízos cerebrais e imunológicos, anemias, osteoporose e câncer. Para algumas pessoas, de acordo com idade, gênero e aspectos individuais de saúde, o consumo pesado e continuado de bebidas alcoólicas por muitos anos, mesmo que não seja diagnosticado como alcoolismo, pode estar relacionado às doenças mencionadas.

 

Qual é o limite do uso da bebida alcoólica? Quando isso se torna doença?

De acordo com a OMS, não existe um nível seguro para o uso de bebidas alcoólicas, visto que mesmo pequenas doses podem estar associadas a problemas de saúde, especialmente se a pessoa consome mais de 20 g de álcool puro por dia ou se não deixar de beber pelo menos dois dias na semana. Nas situações em que o álcool influenciar negativamente a saúde física, a rotina ou as relações pessoais, é recomendável procurar ajuda de profissionais da saúde.

 

Existe, de fato, um fator hereditário, uma predisposição ao alcoolismo?

Diversos fatores influenciam o desenvolvimento do alcoolismo – idade, estrutura física, estado de saúde, padrões de consumo – e a herança genética também é um deles. A influência dos genes no padrão de consumo de álcool aparece como um efeito genético poligênico (que depende de mais de um gene), principalmente porque a quantidade de álcool consumida e os efeitos farmacológicos são, por si só, sujeitos a influências genéticas.

 

Como se dá o tratamento? Há uma “cura”?

No senso comum, “cura” significa “ausência de doença”. O alcoolismo é uma doença crônica, como asma, hipertensão arterial ou diabetes. E, assim como nessas doenças, os sintomas da dependência podem voltar ao longo da vida, por meio de lapsos e de recaídas. Quando o paciente é diagnosticado com dependência, o sucesso do tratamento, que varia com a progressão e gravidade da doença, dependerá de acompanhamento médico. Apesar de não existir um tratamento que acabe com o alcoolismo de vez, o tratamento, quando é feito da maneira apropriada, proporciona melhora consistente à saúde, com ganhos importantes na qualidade de vida.

 

Como ajudar um dependente de álcool?

Não é simples, mas o primeiro passo é a compreensão, o apoio e a disposição de fazê-lo refletir e, junto com ele, encontrar um caminho. Família e amigos desempenham papel muito importante na identi­ficação do problema e podem motivar o dependente a iniciar e permanecer em tratamento. O ideal é que a pessoa busque ajuda com um pro­fissional da saúde especializado para obter orientações adequadas. É fundamental uma aproximação afetuosa, com respeito, sem acusar ou culpar a pessoa. Isso evita que ela crie barreiras e se negue a enfrentar a doença.

 

Álcool como compensação

Além do acompanhamento médico, o auxílio terapêutico é um importante elemento para o bem-estar da pessoa dependente de álcool. O psicólogo Luiz Eduardo Pelizer, que atende no Centro de Promoção da Saúde – CPS da FUNDAFFEMG, em Belo Horizonte–, avalia ser necessário um atendimento multidisciplinar.

 

“O tratamento poderá ser psiquiátrico, psicoterápico, medicamentoso, entre outros. Podem também ocorrer atendimentos em grupo ou o­ficinas terapêuticas e visitas domiciliares. A internação pode ser recomendada, pois, além de oferecer condições para o repouso, facilita a desintoxicação ambulatorial, que muito auxilia neste processo”, diz.

 

Luiz explica que, psicologicamente, as pessoas que desenvolvem uma dependência da bebida apresentam fissuras em sua estrutura. “Elas não dão conta do seu real e também do seu imaginário. Assim, o álcool é um caminho para compensação das perdas que se apresentam. Daí surge a dependência e o organismo sente cada vez mais necessidade do álcool. Deixar de beber se torna cada vez mais difícil”.

 

E os danos causados por esta doença são muitos. “O alcoolismo destrói vidas, não só o sujeito é lesado na sua dignidade humana, mas todos à sua volta. Crianças e adolescentes, principalmente, têm suas vidas marcadas de forma dolorosa e traumática”, adverte o psicólogo. Luiz ressalta, ainda, que o apoio familiar é crucial para vencer o alcoolismo. “A família não deve ­fingir ou ignorar o diagnóstico do dependente. É preciso encarar de uma forma equilibrada que a pessoa necessita de ajuda e não desistir da sua recuperação, pois ela poderá ser demorada. A continuidade e a perseverança farão toda a diferença”.

 

Precisa de ajuda psiquiátrica e psicológica? A FUNDAFFEMG disponibiliza atendimento no CPS e uma ampla rede credenciada, na capital e interior.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

..........................................................................................................................................
 [volta página anterior]
 
 
Receba nosso

Boletim Eletrônico


.............................................................................................................................................................................................
Rua Sergipe, 893 . Savassi - BH/MG - CEP:30130-171 . Telefone (31)2103-5858